Projetos

Biblioteca Maria da Anunciação Pereira

Era uma vez uma menina que criava versos, poemas, histórias inteiras em sua cabeça. Ela morava na roça, não tinha acesso aos estudos e, por isso, não conseguia escrever seus versos, pois não sabia ler, nem escrever. Mas por não saber escrever é que ela não parava de criar. Ela passava o tempo todo recitando os poemas que criava, porque assim, os escreveria na mente.
O tempo passou, ela se casou e teve filhos. Seus filhos foram criados ouvindo seus versos e aprendendo a amar essa arte surgida assim, de forma tão espontânea. Eles foram para a escola, aprenderam a ler e escrever. E foi assim que os poemas da Maria da Anunciação Pereira, mais conhecida como Maria da Glória, foram, enfim registrados.
Um de seus filhos é o Sérgio Murilo, que dá nome a este Instituto. Ele aprendeu com a mãe a valorizar a cultura, o amor aos versos da vida, esses que nem precisam ser escritos para serem vividos.
Hoje a biblioteca do Instituto Sérgio Murilo leva o nome da mãe poetisa, Maria da Anunciação Pereira, que continua a inspirar jovens de todas as idades. A biblioteca é conduzida e organizada pelos estudantes de Aikidô.

Projeto Amigos da Aldeia

Aldeia Guarani Tekoá Marangatu

Em 2018, o Instituto Sérgio Murilo firmou amizade com o cacique Ricardo, a pajé, Dona Maria, e com a comunidade de 350 indígenas da aldeia indígena Tekoá Marangatu, no município de Imaruí, SC. Essa amizade nos permite ter contato próximo com a cultura e o idioma guarani, em um aprendizado muito gratificante. Aprendemos um pouco de sua cultura, dança, música, religiosidade, artesanato e principalmente, ouvimos suas histórias, para compreender mais dessa cultura riquíssima e tão integrada com a natureza.

Em 2018, o monge zen-budista Sato Sensei, do templo Bushinji, de São Paulo, veio visitar Florianópolis, e seu discípulo, o monge Tokushi, que é quem coordena as atividades do Templo Jizenji e do Kaminowaza Dôjô, o levou para conhecer a aldeia Marangatu. Sato Sensei ficou impressionado em quão semelhantes eram os indígenas em relação aos japoneses, tanto na fisionomia, quanto na interação com a natureza.

Os alunos do projeto Aikidô Social já até fizeram uma apresentação da arte na aldeia, em 2018, e puderam conhecer de perto a cultura guarani. E a aldeia também já nos apresentou sua música, com composições feitas pela própria comunidade, nos mostrou como é a religião guarani na Opy, a casa de reza, como é sua visão de mundo e o cacique Ricardo presenteou ao Altair Sensei um dicionário de guarani-português, já que guarani é a língua que eles falam desde que nascem e só depois que entram para a escola da aldeia é que começam a aprender português. A base da cultura guarani é seu idioma, que consegue transpor em palavras sua visão de mundo e a integração com a natureza com mais sincronia.

A escola da aldeia tem uma estrutura que atende a todas as crianças e aos adultos em formação de Pedagogia. Os professores são do Estado e também há professores indígenas, formados na aldeia, ou em universidades próximas.

Com a amizade, fomos sentindo também as necessidades e carências do povo guarani e o Instituto começou a se mobilizar para arrecadar donativos. A cada dois meses, em média, levamos donativos com a colaboração de muitos amigos, associados e não-associados, e também parceiros, como o Instituto Catarinense de Aikidô e Instituto Iandê. Juntos, arrecadamos alimentos, utensílios de cozinha, material escolar, brinquedos, livros, roupas e até mesmo conjuntos de uniformes para os times de futebol da aldeia. Já estivemos na aldeia na Páscoa, quando as crianças ganharam chocolates (um bem cultural universal :), no Natal, quando todos ganham brinquedos e presentes. Os feriados são sempre celebrados com alegria e sem nenhuma conotação religiosa, já que o respeito à religião e cultura guarani é um valor que compartilhamos.

Em 2019, o Instituto articulou organizações e empresas para equipar os times de futebol da aldeia e promoveu um jogo de futebol amistoso entre o time principal da aldeia e o time do Projeto Interperiferias. Todas essas atividades são sempre feitas com muito respeito à cultura Mbya Guarani e aos líderes da aldeia. Toda interação é feita para que nós possamos ajudá-los no que eles precisam, sem nenhuma imposição cultural ou religiosa. E assim, aprendemos muito com eles.

Quer participar ou contribuir com o Projeto Amigos da Aldeia? Envie uma mensagem para Altair Sensei: 48 98467-3606

 

Para saber mais sobre as visitas, nossos parceiros, e ouvir histórias da própria comunidade, assista a nossos vídeos no YouTube: https://www.youtube.com/watch?v=_4xkN_vGSDc&list=PLkHjD5E6lhvYpKeH6Ll3Q4WyIx4Cn2Hdp

 

Aikidô Social

Os praticantes do Kaminowaza Dôjô e seus familiares têm a oportunidade de colaborar com os projetos sociais do Instituto, entre eles o Projeto Social de Aikidô para crianças. O projeto funciona assim: duas vezes por ano, o Instituto abre uma chamada para todos os estudantes de escolas da rede pública nos entornos do Dôjô. Eles têm a oportunidade de treinar Aikidô de forma gratuita, com bolsas completas, que incluem as aulas e o dogi (uniforme para a prática).

Os resultados que observamos nesses jovens se refletem em seu comportamento em casa, com a família, eles passam a ser mais colaborativos e conscientes de suas responsabilidades. Na escola, invariavelmente, eles obtêm uma melhoria nas notas e no rendimento geral.

Os aikidoistas também podem ampliar sua prática dando aulas para outros praticantes, quando atingem um determinado nível de aprendizado.

email: inst.sergiomurilo@gmail.com | whatsapp: (48) 98467-3606

Rua Nossa Sra. de Fátima | 291 | Campeche | Florianópolis – SC
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