Aikidô

O que é Aikidô?

Aikidô é uma arte de harmonia. Um Budô (Bu – Caminho; Dô – Guerreiro), também chamada pelos ocidentais de arte marcial. No entanto, Aikidô não é uma arte de guerra, não busca atacar, apenas harmonizar os movimentos, criando uma defesa de si e do outro, mesmo que o outro esteja atacando. A palavra pode ser traduzida como:

合 Ai: harmonia
気 Ki: energia
道 Dô: caminho


Quem criou os movimentos que se tornariam o Aikidô foi um japonês chamado Morihei Ueshiba. Ele nasceu em Tanabe, em 14 de dezembro de 1883 e era muito fraco quando criança. Preocupado, seu pai o incentivou a praticar artes marciais, com o objetivo de fortalecer o corpo. Assim, o pequeno Morihei acabou se desenvolvendo em vários tipos de artes de luta e foi para o exército. Ele era muito bom em desafios de lutas, mas o principal desafio foi vencer a si mesmo.

Morihei tinha um temperamento forte e enquanto estava no exército nunca perdia uma luta. Até que perdeu. E na derrota, ele encontrou em seu adversário, um Sensei que mudou sua forma de encarar os desafios. O nome dele era Sokaku Takeda, um mestre de uma arte tradicional japonesa, chamada Aikijujutsu. Morihei treinou com ele e acabou transformando toda sua experiência de vida e seu aprendizado no Aikidô.

Assim, Morihei Ueshiba se tornou O-Sensei, o fundador do Aikidô. “O”, em japonês, quando precede uma palavra, significa “grande”, “venerável”, uma atribuição de respeito. O-Sensei teve diversos alunos e ensinou o Aikidô não como uma arte marcial, de combate, mas como uma arte de harmonia, cujo principal desafio é vencer a si mesmo. Em 1931, O-Sensei abriu o Dôjô Kobukan, em Tóquio. O lugar permanece lá e, atualmente, é onde funciona a Fundação Aikikai, chamado de Hombu Dôjô (traduzido como Dôjô Sede).

O-Sensei faleceu em 26 de abril de 1969 e seus alunos continuaram levando a arte às gerações seguintes. O Hombu Dôjô, no Japão, permanece lá, para quem quiser praticar.

Carta Ética do Aikidô

1. O objetivo do Aikido é fortalecer a mente e o corpo, acumulando treinamento diário e trabalho duro em conjunto com nossos colegas praticantes.
2. No treinamento diário, é importante cultivar uma atitude mental de compreensão e respeito por nossos parceiros de treinamento. Dessa maneira, a busca é por tornar-se uma pessoa equilibrada, com sinceridade e devoção.
3. O espírito do Aikido: Aiki significa amor. Cumprir a missão e a responsabilidade de valorizar e proteger todas as coisas é o verdadeiro caminho do Budo. Aiki também significa superar o ego de alguém e extinguir a vontade de seu oponente de lutar.

Assim, o Aikido se torna uma maneira de permitir um aperfeiçoamento absoluto, que apaga a existência do próprio oponente. (Trecho de “Aikido” do O-Sensei Morihei Ueshiba).

Onegaishimasu お願いします

Este é um cumprimento feito entre os praticantes. Aikidô é uma arte que teve influência da elite samurai no Japão e, por isso, herdou seus hábitos, como o uso do hakama (a calça preta por cima do kimono), característica visível dos praticantes de Aikidô.

Entre os praticantes há o cultivo da disciplina e o respeito, demonstrado com uma reverência japonesa, de pé ou em seiza (sentado sobre os joelhos), com a palavra Onegaishimasu.

Em tradução livre, Onegaishimasu significa “demonstro gratidão por me permitir aprender contigo”. A palavra também é usada em sentido de “por favor” e em outras expressões na cultura japonesa, sempre com um sentido respeitoso.

O Kaminowaza é um Dôjô fundado em 2014, em Florianópolis, e reúne praticantes o Sul da Ilha. Seu diferencial é a vocação para o trabalho social. Oferecemos treinos para crianças e adultos em turmas mistas, para que possamos aprender uns com os outros. Estimulamos o aprendizado da língua japonesa e o protagonismo das crianças e jovens nas funções do Dôjô. Também inspiramos os praticantes a atuarem nos projetos sociais do Instituto e oferecemos vagas gratuitas para estudantes da rede pública de ensino.

Agora, vamos conhecer o significado da palavra Kaminowaza.
O Grão Mestre Morihei Ueshiba era conhecido entre seus amigos e alunos como “Kamiwaza”, que quer dizer técnica divina. Com essa inspiração, o kaminowaza surgiu como a busca do divino por meio da técnica. Kami também representa a junção de fogo (Ka) e água (mi, que vem de mizu).
“Kami” significa divino
“no” é uma partícula de ligação
“waza” é técnica


Com esse nome, os praticantes do Dôjô são inspirados a trabalhar suas potencialidades humanas, o serviço comunitário, seja na limpeza do Dôjô, jardins, tatames, auxiliando os colegas nas técnicas, acolher os novos praticantes e visitantes, o trabalho voluntário em benefício das aldeias indígenas, e mais várias outras capacidades, desenvolvidas a partir da verdadeira prática de Aikidô.


Significado do símbolo do Kaminowaza Dôjô

Primeiro vem o ensô. Significa vazio, todo. Um ciclo de aperfeiçoamento sem fim. Movimentos circulares. É um conceito ligado ao Aikidō. Dentro do ensô está o shodō do nome “Kaminowaza”, presenteado ao Dōjō Shō Altair Sensei, pelo monge Joken, em 2017, o templo Sojiji, o Japão.

A cor Vermelha, simboliza a energia, também é a cor característica da bandeira japonesa, terra de onde se originou o Budō Aikidō.
A tipografia utilizada, nos remete aos Kanji, tradicionais símbolos Japoneses.
A disposição vertical do conjunto nos remete ao equilíbrio, aliado à junção dos dois símbolos centralizados, nos transmite a ideia de harmonia nos movimentos, harmonia com as pessoas e na vida… algo tão característico do Aikidō.


Projeto Social de Aikidô para Crianças

Agora, vamos contar a história de como começou o Projeto Social de Aikidô para Crianças em Florianópolis, a Ilha da Magia de Santa Catarina. Tudo começou antes mesmo de fundar o Instituto Sérgio Murilo, quando o próprio Sérgio era vivo. Ele tinha um sonho: queria dar oportunidade às crianças de conhecer o Aikidô, mas sabia que a prática era cara. Era necessário ter um modo de proporcionar o Aikidô gratuitamente para crianças que não têm condições de pagar.

Sérgio morreu em fevereiro de 2012 e seu sonho ficou em aberto. Foi um dia antes de Altair Sensei, seu amigo e colega de Aikidô, viajar. Durante a viagem, ele desenhou um projeto: ia criar um Instituto para realizar o sonho de Sérgio. Altair Sensei já dava aulas de Aikidô na Academia de Polícia (defesa pessoal policial militar) e no Kawai Shihan Dôjô (para crianças). Em 2013, ele começou a dar aulas em sua casa, onde também fazia práticas de zazen e assim, conheceu Jair Farias, que se tornou seu amigo e ofereceu uma sala maior para a prática do zazen e do Aikidô, no Morro da Pedras. Foi ali que nasceu o Kaminowaza Dôjô. Foram quatro meses de práticas por lá, até que em julho de 2014, o Dôjô foi para o Centro Comercial Águia do Sul, na SC 405.

E foram os primeiros alunos do Dôjô e os familiares de Sérgio que ajudaram Altair Sensei a realizar o sonho de seu amigo, que se tornara o seu: fundar o Instituto Sérgio Murilo, em agosto de 2015. A lembrança de Sérgio permanece viva em cada ação do Instituto, cada compartilhamento de faixa, feita quando os alunos passam no exame e recebem as faixas de seus antecessores.

Em março de 2016, iniciamos o Projeto de Aikidô para Crianças no Conselho Comunitário do Ribeirão da Ilha, na Freguesia do Ribeirão, contando com o apoio do Senhor Álvaro Vico, presidente do Conselho Comunitário, que nos cedeu uma sala com trinta metros quadrados, onde Altair Sensei (4°Dan pela Aikikai do Japão), com a ajuda de seu aluno praticante Aikidoka 5ºkyu, João Henrique, instalaram os tatames. Os dois conduziam as atividades com dois encontros semanais, segundas-feiras e quartas-feiras das 17h às 18h30.

Dentre todas as crianças que começaram a praticar Aikidô pelo projeto, sete persistiram no treino e foram aos poucos desenvolvendo suas potencialidades. Neste primeiro ano (2016) vários praticantes passaram pelo dôjô e dos que permaneceram até o final de 2016, três se habilitaram a fazer o exame para faixa laranja.
Em 2016 foi construído o lugar onde hoje funciona o Kaminowaza Dôjô, a Biblioteca Maria Anunciação Pereira e o templo Jizen Ji, na Rua Nossa Senhora de Fátima n. 291, nas Areias do Campeche, Sul da Ilha de Florianópolis. É uma casa feita de madeira, erguida em regime de mutirão em um terreno alugado. Toda a parte interna é inspirada nos tradicionais dôjôs japoneses, com a foto do Grão Mestre Morihei Ueshiba e o conjunto de espadas tradicionais usadas nas práticas. Na parede, tem um painel de madeira tradicional, chamado Nafudakake, onde são registrados os nomes de todos os alunos graduados do Dôjô.

No segundo ano do projeto, Altair Sensei teve de se afastar do dôjô por oito meses (de março a outubro de 2017) para ir ao Japão receber treinamento de monge no Mosteiro de Sojiji. Neste período, quem assumiu as aulas no dôjô foi Marcos Sensei, que na época era faixa azul, com o apoio do Kawai Shihan Dôjô, que enviava faixas pretas para dar aulas, uma vez por semana.
O projeto social foi inicialmente pensado para que cada praticante ficasse treinando por dois anos, em uma formação técnica, social e cognitiva integrada. Mas em 2017, percebemos que era necessário dinamizar este período, reduzindo-o para um ano. A mudança trouxe novos desafios e exigiu superação, entendimento e cooperação de todos os envolvidos no processo de aprendizagem de novos hábitos e valores. Assim, o processo de graduação se torna uma consequência do esforço individual e do comprometimento que os alunos e a família assumem diante do caminho do Aikidô.

Em dezembro de 2017, um dos praticantes realizou o seu segundo exame de faixa, passando a faixa amarela (5º kyu). Dos remanescentes da primeira turma que começou em março de 2016, permaneceram dois, um faixa laranja e outro amarela.
E ao final desta primeira etapa do Projeto, comemoramos resultados que observamos desde o princípio: a melhora no desempenho escolar e a mudança significativa do comportamento de cooperação em casa, na escola e na comunidade. A prática do Aikidô e a participação das crianças no cotidiano do Instituto abre oportunidades para que elas tracem seus próprios caminhos.

Dúvidas frequentes

Preciso ser muito forte para praticar Aikidô?
Não. Você vai aprender técnicas que não precisam de força para funcionar. Mas sobretudo, você vai aprender a conhecer a si e desenvolver sua força interior, para lidar com as situações de uma forma harmônica.

Tenho condições especiais de saúde ou limitações físicas, posso treinar Aikidô?
Cada aluno é o aluno. Todos temos limites e aprendemos a lidar com eles na prática de Aikidô. O Aikidô é, sobretudo, uma filosofia, uma forma de ver a vida que se reflete em seus movimentos e seus hábitos. Se você ainda tem dúvida de que sua condição física te limita, converse com Altair Sensei, para ter uma atenção especial 🙂 48 98467-3606 (também pelo WhatsApp).

Tenho baixa visão ou baixa audição, posso treinar Aikidô?
Sem nenhum problema. O Kaminowaza Dôjô já recebeu praticantes com baixa visão, que proporcionaram um bom aprendizado para o grupo e puderam praticar com desenvoltura. A prática do Aikidô é harmonização com o ambiente, adaptação de todos os sentidos para trabalhar a energia ki. Logo, enxergar, ouvir, ou falar, não são extremamente necessários.

Qual a idade mínima para começar a treinar Aikidô?
Recomendamos que as crianças comecem aos 6 anos de idade, quando já têm uma coordenação motora mais apurada para a prática e atenção para permanecer na prática.

Durante a pandemia, como estão sendo os treinos?
O Dôjô está fechado para práticas. Os alunos e os Sensei se revezam como voluntários para fazer a limpeza do local e manter a energia circulando. Enquanto isso, as aulas estão sendo feitas pela internet, por videoconferência. Quer saber mais sobre ter aulas virtuais de Aikidô? Converse com Altair Sensei e ele te explica: 48 98467-3606 (também pelo WhatsApp).

Aikidô é uma religião?
Não. Aikidô é uma prática integrativa, ou seja, o praticante trabalha o corpo, a mente e o espírito. Todos temos energia (ki) dentro de nós e essa energia é pouco trabalhada em outras artes marciais. Já o Aikidô foi fruto de uma prática corporal que busca harmonizar a nossa energia ki com a energia das outras pessoas e do ambiente. Há aikidoistas de todas as religiões, em muitos países e não encontram conflitos entre religião e Aikidô.

Não tenho dinheiro para pagar a mensalidade, mas quero muito treinar, o que faço?
Se você é estudante da rede pública de ensino de Florianópolis, você pode se candidatar a uma das vagas do Projeto Aikidô Social. Pergunte como: inst.sergiomurilo@gmail.com

Não tenho kimono (dogi), posso treinar com roupa normal?
Pode sim. Use uma roupa confortável, de ginástica, que te permita fazer movimentos sem precisar ficar arrumando a roupa. Se tiver cabelos longos, é melhor prendê-los para não te atrapalharem. Também cuide de retirar brincos, relógio, piercings e qualquer acessório, pois eles podem te atrapalhar e machucar na prática. Quem usa óculos pode mantê-los, há só algumas práticas que se aconselha a deixá-los de lado.

Aikidô usa armas?
O Aikidô é uma prática influenciada pelo Budô japonês, o caminho do samurai. Praticamos com as armas do samurais: espada (ken, quando é de metal e boken, quando é de madeira), bastão (bo), faca (tantou). Para a prática, usamos armas feitas de madeira, mais leves e com menos risco de acidentes.

Onde praticar Aikidô em Florianópolis?
Está procurando um lugar para treinar ou para aprender Aikidô em Florianópolis? Venha conhecer nosso espaço, o Kaminowaza Dôjô, no Sul da ilha de Florianópolis. Nossos treinos são às terças e quintas, às 19h.
Endereço: Rua Nossa Senhora de Fátima, n. 291 – Areias do Campeche – Florianópolis – SC.
Para saber mais, fale com Altair Sensei, pelo telefone 48 98467-3606 (também pelo WhatsApp).
Onegaishimasu!
お願いします


IMPORTANTE
Devido à pandemia do novo coronavírus, as atividades presenciais foram retomadas com restrições, de acordo com os protocolos de segurança da Secretaria de Saúde de Florianópolis. Entre em contato para saber mais. 

email: inst.sergiomurilo@gmail.com | whatsapp: (48) 98467-3606

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